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Mitos Sobre Convulsão

               Semana passada fui convidado para ministrar uma palestra para os candidatos ao curso de formação de conselheiros dos Embaixadores do Rei.
               Embaixadores do Rei é uma organização missionária para meninos de 9 a 17 anos que visa desenvolver atividades socioeducacionais, esportivas, recreativas, evangelísticas e missionárias. A organização também trabalha na busca de formar um caráter cristão e responsável perante a sociedade. Tem como objetivo conduzir pessoas a salvação e pela manutenção de uma vida plena em Cristo.
              Como eles realizam muitos acampamentos com os ER, falamos sobre primeiros socorros. Dentre os temas abordados, falei sobre convulsão e sobre o pré-conceito que a envolve.
             Entre cinco e 10% da população apresenta um episódio de crise convulsiva ao longo da vida, com maior prevalência em crianças e idosos. Podem ser precipitadas por febre, hipoglicemia, hipoxemia, toxinas, etc.
            O quadro clínico relaciona-se com perda da consciência ou alteração da mesma acompanhada por alterações de comportamento. Presença de atividade motora involuntária, incluindo contrações tônicoclônicas e automatismos (piscar de olhos). Perda de tônus motor (resultando em queda) e incontinência  esfincteriana. Geralmente são autolimitadas e de curta duração (menos de um minuto).
            As pessoas têm a falsa impressão que a língua vai enrolar, e que devem abrir a boca da vítima  e tentar "desenrolar a lígua" com os dedos, ou até mesmo tentar abrir a boca com pedaços de madeira, ou coisas desse tipo. 
           Devemos prestar bastante atenção com a abertura de vias aéres nesses casos:
Observe a figura ao lado:
        
           Em casos como este, a língua pode obstruir a passagem de ar fazendo com que a vítima perca a capacidade de realizar hematose (troca gasosa nos pulmões). Mas, conforme observado na figura, se realizar-mos a hiperextensão da coluna cervical, conseguimos realizar abertura de vias aéreas.

Dentre as condutas corretas, podemos destacar:
  •   No adulto jovem, procurar por sinais de: trauma, consumo de drogas ou envenenamento.
  •   No adulto acima de 35 anos, o diagnóstico mais provável de um primeiro evento de crises convulsiva é a doença cerebrovascular (AVE, ataque isquêmico transitório)
  •   Causas também frequentes o tumor cerebral, distúrbio metabólico e uso de álcool.
  •   Não introduzir objetos na boca do paciente durante as convulsões.
  •   Proteger a vítima de traumatismos. Evitando a contenção da vítima, para não produzir ou agravar lesões músculo-esqueléticas.
  • Realizar a abertura correta de vias aéreas.
         A partir de agora, vamos atentar mais sobre o assunto para conseguir-mos ajudar nossos amigos, parentes e pessoas que estiverem ao nosso lado.

Grande Abraço e até a Próxima

Alberto Souza